3.11.09

Mais uma para o clube

Quem diria. Audrey Hepburn também era uma "moça de nariz interessante"-- deve ser por isso a escassez de fotos dela de perfil, reparem.
Até achei um pouco parecido com meu. Arrã, certo, vou sonhando.
(via Suicide Blonde)

2.11.09

Diz que minha avó, bem mocinha, em 1947, foi na sua formatura de segundo grau sem o namorado. Estava com um vestido azul, lindo, feito para o casamento da sua irmã. Dançou, dançou, dançou, riu, bebeu, do alto de seus dezoito anos.
Mas o namorado, que era bem mais velho, não gostou nem um pouco da história. Enciumou mesmo. E deu um ultimato: ou eles casavam até o fim daquela semana, ou terminavam. Ela era apaixonada por ele, não pensou duas vezes.
Isso foi numa terça. Sábado, estavam casados. Ela nem conhecia os sogros, ainda, imaginem.
Uma correria de quatro dias que gerou quarenta e nove anos por três países, dois filhos e três netos.
...
...
...
E eu tenho uma amiga que namora há nove anos e acaba de adiar o casamento pro ano que vem.

***
Sim, outro post requentado, safra 2004, aiiiiiinda da época do Delícias (não, não vou linkar).
Portanto, merece uma atualização: os netos agora são quatro, a amiga teve uma crise daquelas no namoro, terminaram, ficaram um tempo separados, mas viram que não vivem um sem o outro e se casaram no ano seguinte mesmo. Estão muito felizes e eu fui madrinha.

26.10.09


(via)
Adoro luas cheias

14.10.09

Sempre procurando um motivo pra gastar dinheiro

Eu vi isso e fui invadida por uma vontade maluca de comprar o Beatles Rock Band, nem que seja só para ver os videozinhos. Só que eu não sou de videogame; aliás, sou tão pouco disso que eu chamo o negócio de videogame, veja só.
Sem contar o medo de ficar ainda mais anti-social do que eu já sou.
Ah, tem mais vídeos neste post aqui do Boing Boing.
Märchenstrasse
Uma vontade minha que fiz virar trabalho e agora virou mais vontade ainda e me fez pensar um monte de coisa da minha vida mas agora deixa eu ir que tenho que trabalhar.

***
E isso, amiguinhos, é o típico post que sai do nada e chega a lugar nenhum mas que eu não consegui deixar de escrever.

22.9.09

Mensagens numa telinha
em caminho longo, passo curto" - Jean Racine
good for you
::visita da sheila!::
"Continue faminto, continue tolo"
Everybody lies. The only variable is about what.
italians do it better
LOVE NO VERDÃO!!! Quem será o vice-campeão?
A Era da Estupidez
FORCES OF VICTORY
Ah, Tschichold! Ah, Weingart!
preguiça
de volta aos treinos!!!!
belo e sublime
Somewhere out of a memory, of lighted streets on a quiet night...
sem celular hoje
85% e melhorando
REDAÇÃO MÓVEL
agora sim, trabalhando
tudoaomesmotempoagora
à beira de um ataque de nervos, físico mesmo.
Só um dia sem carro?
Lord I was born a ramblin' man
I wish I was black... mekon
the goldheart mountaintop queen directory
procuro frila de planejamento
Quem tem skype pois vou desligar o MSN?!?!!!?
Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente
YEAH!
totalmente away
luto- metade de mim agora é assim
deus é fidel!
paz e primavera...
NOVO CURTA! VEJA O TRAILER!
Eu acredito em milagres
Em busca da luz...
...
I believe in magic!
no no no
"momentary lapse of reason"
Look what you've done


Um pouco antes de cinco da tarde de uma terça-feira, me divirto uns minutos olhando as mensagens de status dos pessoal na minha lista do MSN. Tem sempre alguns links para blogs ou vídeos do youtube, um ou outro mostra o que está ouvindo no momento, mas a maioria mesmo usa para se expressar.
O meu de hoje? "prozac sabor carne"

11.9.09




“Personally, I think if a woman hasn’t met the right man by the time she’s 24, she may be lucky.”

-Deborah Kerr (via snap)

(via Old Hollywood)

10.9.09

Herança

Ija mia mi kerida
Te vo dar un ermozo
No kero madri no kero
Ke el ermozo, yo no lo gozo,
No kero madri, no kero

Ija mia mi kerida
Te vo dar un alto
No kero madri, no kero
Ke el es alto
Yo no l'alkanso
No kero madri, no kero

Ija mia mi kerida
Te vo dar un basho
No kero madri no kero
Ke el es basho
Sarastan basho
No kero madri no kero

Ija mia mi kerida
Te vodar un borracho
Ya kero madri, ya kero
Ke el borracho
Yo ya me paso,
Ya kero modri ya kero


A letra acima, que parece ter sido escrita numa espécie de miguxês arcaico, é uma canção sefaradita de casamento. Sefaraditas, para quem não sabe, são os judeus de origem ibérica que por causa da Inquisição fugiram para os países mediterrâneos, norte da África, Oriente Médio e parte dos Bálcãs (incluindo aí a Bulgária). Eles falavam ladino, essa mistura de espanhol arcaico com hebraico, e por causa do ladino meu avô judeu búlgaro sempre falou português melhor que a minha avó não-judia búlgara.
Mas Dona Lili, assimilada que só e com tempo para dar e vender, entrou para um grupo de senhoras judias que estudam ladino e as tradições sefaraditas, e no domingo cantou em um evento com suas amigas algumas canções tradicionais, entre as quais a pérola acima.
Basicamente, é uma mãe oferecendo uma série de namorados à filha: um "ermozo" (bonito), um alto, um "basho" (baixinho), um "celozo" (ciumento). Ela rejeita todos, até que a mãe oferece um "borracho", um bêbado. Claro que esse ela aceita.

Essas minhas ancestrais, viu. Desde 1492 escolhendo o homem errado.

Dá para ouvir uma versão dessa música, gravada pela Fortuna com uma letra ligeiramente diferente, aqui e aqui (com letra).

8.9.09

Altas aventuras

Esses caras não sabem fazer filme ruim, impressionante. Acho que o melhor elogio que eu posso fazer a Up é que ele nem precisava ser animação para ser bom. Pegasse esse roteiro e fizesse um filme live-action que ainda assim funcionaria lindamente.
Eu tinha cá comigo que depois de Wall-E ia ser impossível eles se superarem, mas eles foram lá e conseguiram.
Que delícia de filminho. Assistam.

3.9.09

Minhas sabedorias de geladeira


30.8.09

O H1N1 e eu
Não, não sei como eu peguei. Sei que trabalhei 14 dias direto, muitos deles mais de 12 horas por dia, numa tensão desgraçada e comendo bem mal. Stress, mais que qualquer outra coisa, sempre joga minha resistência no chão. Três casos suspeitos no trabalho, mas suspeitos mesmo, ninguém chegou a tomar Tamiflu e eu só tive contato com um deles. O bicho tá no ar, a verdade é essa.

Domingo passado, à noite, já estava bem estranha. Corpo dolorido, arrepios de frio. Fui resolver um projeto que me tomou boa parte da noite, no dia seguinte acordei ainda mal e com uma leve febre. A dor de garganta (que nunca foi forte) não sei bem quando começou, foi em algum momento do dia ou na terça. Tomei um Tylenol e fui trabalhar já resolvida a tirar da frente os pepinos do dia o mais rápido possível e voltar logo para a cama -- o que só aconteceu às seis da tarde. Durante o dia, uma falta de apetite atípica: o almoço voltou intocado, não consegui encarar nem as fritas. E quem me conhece sabe, eu nunca deixo passar a batata frita.

Já em casa, a febre batia 38,5 graus. Não sou de ter febres altas, comecei a me alarmar. Dadas minhas tendências drama queen, conversei com amigos e resolvi tomar "duas aspirinas e ligar pro médico de manhã". Noite péssima, suadeira, tremedeira, dores, termômetro derrubado e esmigalhado no meio da noite. Às seis e pouco desisti do sono, esperei o mundo acordar e consegui um termômetro emprestado do zelador para conferir: os 38,5 estavam lá, imutáveis. Uma hora mais tarde, já eram 39.

Minha médica atendeu o telefone, ouviu e gritou que eu tinha que ir para o hospital NAQUELAHORANAQUELEMINUTOJÁ, eram sintomas clássicos e tal. Estava mole demais para ir sozinha, não raciocinei direito e liguei para a L., que muy fofamente me levou para lá e ficou comigo o tempo todo. Amizade é isso, gente. Tudo bem que ela ganhou uma enfermeira imune na barganha.

O Sírio-Libanês está com uma ala do PS separada apenas para gripe suína, e funciona bem e rapidinho. Deram máscaras cirúrgicas, fizeram uma pré-triagem, e atenderam rápido. Os exames deram o veredito: sete dias trancafiada em casa com uma caixa de Tamiflu, remédios sortidos e um folder cheio de instruções, entre elas: interagir com pessoas apenas de máscara cirúrgica, evitar sair do quarto e contato proibido com pessoas do grupo de risco, inclusive idosos. Ah, mas eu queria só ver dona Lili longe da minha casa. Já a empregada que trocou as minhas fraldas se recusava a passar do elevador para me deixar água e comida.

Noves fora: em dois dias a febre passou, mas as dores (localizadas nos ombros e pescoço) foram outra história. Não eram fortes, mas incomodavam a ponto de não me deixar posição para nada, nem dormir, nem ler, nem ver TV, nem ficar no computador. Na quinta senti uma pressão estranha no peito, voltei ao PS para descobrir que era reflexo das dores nas costas. Um relaxante muscular me garantiu algumas horas de sono por noite dali em diante. Hoje é o primeiro dia em que ela não incomoda tanto, por isso consegui sentar e escrever.

Tenho a impressão que na verdade isso é mais efeito colateral do Tamiflu do que a gripe em si. O remédio também deu uma boa bagunçada no meu sono. Graças a Deus ele acabou ontem.

O apetite aos poucos dá o ar da graça -- devo ter perdido uns três quilos estes dias. Spa H1N1, gente! Ainda tenho uns dois dias de antibiótico (a dor na garganta era uma infecção, mesmo) e amanhã acaba o isolamento. Volto ao hospital para pegar um atestado de alta e por favor, vida normal, não aguento mais.

Já trabalhei com a divulgação de Tamiflu, então considerava o pânico com gripe suína uma bobagem, afinal, a letalidade é igual a de uma gripe comum. Mas uma pessoa gripada pode receber visitas, toma no máximo um Trimedalzinho, o sistema imunológico responde e logo está na ativa. Ano que vem estou na fila dessa vacina, não quero passar por outra assim, não.

E querem saber de uma coisa? Tudo isso, e eu não dei um único espirro.

21.8.09

Enfiando o nariz onde não deve

Olha, eu sou super a favor de mash-ups, releituras, e tals. Amo Fables, ri com Pride and Prejudice and Zombies, mas Pinóquio, o matador de vampiros, não, né.
Ai gente, até pastiche tem que fazer um mínimo de sentido.
(via Gibizada)

20.8.09


Eu quero muitomuitomuito viajar de balão.
(Imagem via ffffound)

16.8.09

Dono de siamês é assim
You expressed an interest in knowing something about my Siamese cat "Catherine." She was given to me while I was filming "The Heiress," by one of the technicians on the picture, who raises Siamese cats. The role I was playing in the movie was Catherine Sloper, and so I named my new pet "Catherine." I had never been fond of cats, but this little creature, being Siamese and having all the remarkable traits of that breed, inspired my affection and admiration almost at once. She was extremely shy at first, almost neurotically timid, but we gave her a great deal of affection, and very quickly she developed into a really autocratic, domineering, and thoroughly engaging, personality.
My husband and I, a few months after she joined our household, made an automobile trip from California to Canada. We had decided to leave our Airedale and Catherine behind at the veterinarian's. When we took Catherine down to what we thought was to be her temporary home, she clung to us so desperately that we found we could not bear to leave her behind. We got back into the car, taking Catherine with us. On our way up the Coast we stopped at a hardware store and my husband was able to secure an enamel pan there and two little bowls which fitted into a wire frame, for her food and water. We found she was an ideal companion and since that time has been with us everywhere.
On the one time we did leave her behind, we learned that we could actually make no choice about whether or not she would be with us in the future. Mr. Goodrich and I made a trip to San Antonio, Texas, soon after our return from Canada. This time we went by train, and since we did not know it is permissible to take an animal with one on board, providing one has a carrier for it, we left Catherine at the veterinarian's. We returned five days later to find that she had developed pneumonia. The veterinarian explained that this was induced by her emotional state and he recommended that she remain with us at home all during her illness and convalescence. He made two house calls a day, administered penicillin, and she pulled through.
She is devoted to my son, who is 29 months old, and allows him numerous privileges she would not permit me. One day he walked into my room carrying her upside down; she dangled perfectly limp and docile in his arms, though I can assure you her reaction to my handling her in this way would hardly be the same. She eats beef, horse meat, shrimp, mackerel and salmon. She can not bear milk, and she seems to need very little water. She knows when I leave the elevator on my return from the theatre at night, and though I may not be saying a word coming down the hall, she is so sure that it is I, that she is already scolding me from the other side of the door, as I approach my room.


With all good wishes,


Yours sincerely,
Olivia de Havilland


(Via)
To thy own self be true.

7.8.09

SYMPTOM RECITAL
I do not like my state of mind;
I'm bitter, querulous, unkind.
I hate my legs, I hate my hands,
I do not yearn for lovelier lands.
I dread the dawn's recurrent light;
I hate to go to bed at night.
I snoot at simple, earnest folk.
I cannot take the gentlest joke.
I find no peace in paint or type.
My world is but a lot of tripe.
I'm disillusioned, empty-breasted.
For what I think, I'd be arrested.
I am not sick, I am not well.
My quondam dreams are shot to hell.
My soul is crushed, my spirit sore.
I do not like me anymore.
I cavil, quarrel, grumble, grouse.
I ponder on the narrow house.
I shudder at the thought of men...
I'm due to fall in love again.

Dorothy Parker tem lugar cativo neste e em qualquer blog de minha responsabilidade.

1.8.09

Espíritodeporquice que eu adoro

E não é que eles fizeram a cover mesmo?
Ficou fofa.


E o Dandy Warhols tá com disco novo, que parece ser uma versão alternativa do Welcome to The Monkey House, que eu adoro-adoro-adoro. Dá até vontade de tipo, comprar mesmo.

31.7.09

Siblings can share love, or they can drift apart. But they cannot be indifferent to each other. If they don't get on, the ability to get on each other's nerves, and thus to press their mutual rage button, is encoded in their genes.

(Via The Independent: Sibling rivalry: Hollywood's oldest feud)

16.7.09

Eu, engarrafada

A multimilionária indústria de fragrâncias e essências nunca tinha me pegado, até agora. Sério, aos trinta e poucos não sei o que é um frasco de perfume acabar e eu ter que comprar outro. Normalmente, eu empapuço antes do vidro chegar a dois terços e cheiro bom para mim era o de banho tomado.
Tem anos e anos e anos que eu não comprava perfume. Os únicos que eu usava muito de vez em quando era o Bvlgari Petits et Mamans (que não tem álcool e portanto dura menos de cinco minutos) e um extrato de baunilha da Occitane que não existe mais e eu descobri isso depois de derrubar o meu no chão do banheiro e tentar comprar outro.
Aí eu espirrei um pouco do Infusion d'Iris naquela filipeta da loja, senti e me perdi para sempre. Duas semanas depois, eu sou uma pessoa que borrifa perfume em várias partes do corpo, fica cheirando o vidro só por cheirar, ele já está pela metade e eu fico com tremedeira quando penso o que vai ser de mim quando acabar.
Ele é leve mas fica na pele, tem uma coisa fresquinha mas depois fica amadeirado-fofo, é feminino sem ser, argh, adocicado e floral demais da conta. Se eu fosse um perfume, queria ser o Infusion d'Iris.